sábado, 11 de maio de 2019

Conto

Narrativa breve e concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com espaço geralmente limitado a um ambiente), unidade de tempo, e número restrito de personagens.


Um Funeral Assustador
 JOÃO VÍTOR DOLINSKI DA SILVA

 Era uma tarde chuvosa e triste, eu estava do lado de fora da casa dos meus avós esperando o sinal de minha mãe para eu poder entrar. De repente meu primo sai pela porta da frente chorando, fazia sentido ele estar chorando, já que o único motivo para ambos estarmos ali era pro funeral do meu avô.
 Eu logo me levantei e disse: -Como é que tá lá dentro? – ele olha para mim com uma feição de surpresa como se não tivesse me visto antes, o que fazia sentido devido às circunstâncias, ele limpou seu rosto com a manga de seu casaco e disse: -Nem dá pra acreditar... ele realmente morreu, o nosso avô, ele tá mesmo... – um silêncio... – saquei... então... quer dar uma volta? – eu disse esperando que ele concordasse, já que depois do que ele me disse tudo o que eu não queria era entrar lá.
Ele pensou um pouco e então concordou com a cabeça, logo adentramos o bosque que ficava perto da casa... depois do que parecia uma eternidade ele finalmente falou: -eu ouvi dizer que o Vovô tinha uma cabana aqui, onde ele guardava as coleções dele.... – eu olhei para ele apreensivo, e então decidi segui-lo.
Quando chegamos lá, a cabana parecia não ser visitada há décadas, com vinhas e folhas tomando conta da madeira, os vidros quebrados e a porta meio arrebentada. Como já estávamos lá, decidimos entrar de qualquer jeito.
Eu abri a porta e logo me deparei com uma prateleira de livros velhos, dando uma olhada rápida, eles pareciam ser do século XII, mas estavam bem conservados de certa forma, com apenas algumas manchas de mofo em suas capas. Dando mais uma olhada, eu vi uma lareira e perto dela havia uma espécie de pedestal com um livro que parecia bem mais velho do que os outros, porém ele estava com uma aparência mais cuidada e tinha menos pó, como se tivesse sido usado recentemente. Meu primo, sem pensar duas vezes, abriu o livro na página marcada, querendo saber sobre o que se tratava.
Assim que meu primo abriu o livro, ele gritou. Uma fumaça escura foi liberada, e se dissipou quase instantaneamente. Todas as luzes na cabana estouraram, fazendo com que fosse quase impossível enxergar. Não tenho certeza, mas acho que vi um rosto no meio da escuridão. Meu primo também diz ter visto isso. Desesperados, saímos correndo, tentando chegar à porta, a única fonte de luz e também nossa única escapatória daquele pesadelo.
Quando saímos, fomos rapidamente de volta para o funeral. Chegando lá, todos estavam tão assustados quanto nós. Nos aproximamos do caixão... e percebemos que nosso avô estava atrás de nós.
Meu avô olhou para os lados e então para nós, ele estava tão apavorado quanto eu e meu primo...
Minha mãe, de repente, entrou na sala e se deparou com a cena, ela olhou para ele aterrorizada e então desmaiou. Eu, imediatamente, fui ajudá-la, me esquecendo quase completamente da cena que estava ocorrendo há, literalmente, cinco segundos atrás.
Meu avô, ainda surpreso com a situação, porém mesmo assim ele parecia decidido no que ia fazer a seguir, se levantou rapidamente e pegou eu e meu primo pelas mãos e atravessou a sala esbarrando em parentes espantados com a situação...quando chegamos à cozinha, ele finalmente falou: -Então...vocês acharam a cabana...só pode ser isso...- essas foram as primeiras palavras dele depois de ter sido dado como morto há mais de uma semana.
Eu estava um pouco irritado, mas continuei ouvindo: -...escutem, eu não tenho muito tempo, se eu estou vivo quer dizer que “ele” também está e diferente de mim, ele não vai sumir nas próximas duas horas...ele respirou fundo e então continuou: -Eu tenho certeza de que ele brincou um pouco com as suas cabeças, talvez ele possa até ter se mostrado para mexer com vocês... então meu primo o interrompeu:- Vovô, o senhor tá me dizendo que o rosto que vimos na escuridão era “ele”? meu avô o olhou com cara de espanto e disse: -oh céus, ele já está tão poderoso assim? Ele já é capaz de manipular o ambiente à sua volta??? ele estava aterrorizado e quando eu ia falar, um tremor, não muito forte, mas ameaçador, vindo de dentro do bosque, parecia um grito estrondoso e amedrontado pedindo por socorro... meu avô se virou para a janela e disse: mas...como?...ele já está solto?!




terça-feira, 16 de abril de 2019

Miniconto

Miniconto é um gênero textual caracterizado pela curta extensão e por trazer apenas o essencial, portanto, o leitor deve ter maior atenção para interpretar o que está implícito (escondido) no texto.

Produções de minicontos (clique em cima para ver melhor)